Teorema matemático criado e provado de propósito para episódio do Futurama

Acabo de saber pelo Neatorama.com que o produtor do Futurama, David X. Cohen, pediu a um membro do staff com doutoramento em matemática, de nome Ken Keeler, para criar e provar um teorema de propósito para o décimo episódio da próxima temporada da série...


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Uma ou duas notas sobre os incêndios


Nos últimos dias, tenho pesquisado um pouco sobre os diversos tipos de incendiários e os seus motivos para atear fogos. Pouca coisa encontrei, e menos ainda com relevância, mas a SIC (sem saber) fez-me um favor e publicou um artigo sobre os perfis psicológicos dos incendiários que a PJ anda a traçar desde 1997. Obrigado, SIC, por teres tido mais utilidade que dar-me a conhecer a Clara de Sousa.

O perfil

De acordo com este estudo, as características mais comuns do perfil dominante - 55% das 234 pessoas referenciadas por crimes de incêndios - são o analfabetismo ou a baixa escolaridade, antecedentes criminais por pequenos furtos, divórcio ou situação matrimonial inexistente, e alcoolismo (nos homens) e depressão (nas mulheres). Também, os atrasos mentais são frequentes neste grupo.

De acordo com o psicólogo Marco Branco, muitas das pessoas que se inserem neste perfil «ficam no local onde atearam o fogo e são os primeiros a dar o alerta de fogo ou a ajudar no combate. Gostam muito de ver o espectáculo das chamas e do combate».

O segundo perfil com maior incidência, cerca de 41%, tem como móbil a vingança e ódio para com os proprietários dos terrenos. Comum a estes incendiários está as dificuldades no relacionamento social e pessoal, a baixa instrução escolar e o consumo de álcool.

A influência dos media

Parece-me perfeitamente justo e justificado os media fazerem cobertura de incêndios que tomam grandes proporções. As pessoas têm todo o direito de ser informadas destas situações e os media têm o direito de informar.

O que não me parece tão aceitável é a cobertura excessiva e a caça ao incêndio que se tem feito. Por causa disto, acredito que haja mais incêndios causados por pessoas que se inserem no grupo dominante. Para além do espectáculo do combate aos incêndios, o espectáculo televisivo deve contribuir bastante para os levar a causar (mais) incêndios.

Já não é só ser o primeiro a dar o alerta, ajudar a combater o incêndio e ver todo o aparato montado pelos bombeiros e população para combater as chamas, é ver os media transmitirem aquilo para todo o país. O sentimento de satisfação deve ser enorme.

É por isto que eu acho que a excessiva atenção dos media aos incêndios e a caça ao novo fogo têm culpa na quantidade de incêndios no país, e que é urgente rever a posição na procura de sangue para os blocos informativos, principalmente quando ele cheira a queimado... Já não é a primeira vez que a cobertura excessiva dos media tem uma influência negativa na ocorrência de determinados crimes.

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