Teorema matemático criado e provado de propósito para episódio do Futurama

Acabo de saber pelo Neatorama.com que o produtor do Futurama, David X. Cohen, pediu a um membro do staff com doutoramento em matemática, de nome Ken Keeler, para criar e provar um teorema de propósito para o décimo episódio da próxima temporada da série...


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O Público vai de mal a pior


Há já algum tempo que eu tinha deixado de prestar atenção à edição online do Público, salvo os artigos sobre ambiente. Fartei-me de ver press releases mascarados como notícias e da crescente degradação da qualidade do jornal.

A única informação nacional que agora vou lendo é um ou outro artigo deste jornal e da TSF online, ambos acompanhados por mim através do Friendfeed. De resto, vou seguindo as efemérides nacionais e internacionais através da blogosfera e das redes sociais. Este método serve perfeitamente para mim e tem a vantagem de já vir com muito do lixo filtrado.

Desta vez, o Público afundou-se um pouco mais no lodo que tem vindo a criar, ao fazer eco de um press release da Acapor, aquela associação que culpa a internet pelos problemas financeiros dos videoclubes e que se esquece que os seus associados têm um modelo de negócio que cada vez interessa menos aos clientes. O problema nem é tanto fazerem menção a isto, mas sim ser claro que não se deram ao trabalho de confirmar a informação avançada pela associação. Uma das gafes é referente ao alegado número de downloads «ilegais» feitos por cidadãos portugueses no site Pirate Bay que, dizem, está alojado na Alemanha: 15 milhões.

Primeiro, desde quando é que um simples ficheiro com extensão .torrent é ilegal? Aquilo é apenas dados e tem um tamanho bastante pequeno. E mais, o Pirate Bay não aloja nenhum dos conteúdos relacionados com cada um dos torrents.

Segundo, onde é que eles foram buscar os 15 milhões de downloads por ano? A não ser que o Pirate Bay seja deles ou eles andem a monitorizar as ligações à internet das pessoas, o que seria crime, este número é mais um estapafúrdio atirado para o ar.

Terceiro, os servidores do Pirate Bay está mesmo alojado na Alemanha? Se bem me lembro, muito pouca gente sabe por onde andam os servidores e duvido que os senhores da Acapor façam parte da lista.

Eu aposto que estes tipos são fãs de filmes de zombies. Só isso explica porque atribuem a outros a culpa da morte de um negócio que está há imenso tempo com os sinais vitais muito baixos e porque insistem em tentar mantê-lo mais ou menos vivo a qualquer custo.

via 31 da Sarrafada


4 Responses to “O Público vai de mal a pior”


  1. se não estou enganado, os servidores do TPB estão no edifício da assembleia da república da suécia, via partido pirata, com vista a uma certa imunidade.


  2. http://torrentfreak.com/pirate-party-to-run-tpb-from-parliament-010702/
    Não sei se houve alterações, entretanto.


  3. Os servidores não se sabem onde estão sendo que os responsáveis do Pirate Party Sueco realmente afirmaram estar um deles no parlamento sueco. No entanto a localização física dos restantes servidores é conhecida apenas por um pequeno número de pessoas.

    Bruno: Eles não dizem "15 mil" mas sim "15 milhões".

    O aspecto que levantas sobre a privacidade dos dados de navegação é fulcral para a peça do Público:

    1. Como se pode avançar com tal número sem incorrer numa ilegalidade?
    2. 15 milhões de downloads de quê? Filmes? Música? Textos? Qual parte desses 15 milhões é conteúdo disponiblizado em formato torrent são legais ? (Domínio público, Creative Commons)
    2.a Como sabe a ACAPOR a diferença entre o que é legal ou ilegal se não tem acesso aos dados?

    Tudo perguntas que Público deveria ter feito mas que, à falta de melhor, farei eu numa carta aberta que estou a preparar para enviar a esses senhores.
    Abraço,
    Fernando


  4. Fernando, nem reparei no erro. Obrigado pelo reparo. :)

    Quando publicares a carta aberta, avisa, que eu faço eco dela.

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