Teorema matemático criado e provado de propósito para episódio do Futurama

Acabo de saber pelo Neatorama.com que o produtor do Futurama, David X. Cohen, pediu a um membro do staff com doutoramento em matemática, de nome Ken Keeler, para criar e provar um teorema de propósito para o décimo episódio da próxima temporada da série...


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Último modelo de negócio da Intel: processadores com DRM


No fantástico mundo das acrobacias de negócio, a Intel surpreendeu-me bastante pela negativa. Com um pino, seguido de um triplo mortal para trás e um quádruplo mortal para a frente, a empresa anunciou que vai comercializar processadores com algumas das funcionalidades desactivadas e vai cobrar 50 dólares americanos a quem as quiser activar.

A diferença entre isto que a Intel vai começar a fazer e o DRM (Digital Restrictions Managment) é... nenhuma. Sinceramente, não vejo qualquer diferença. Aquelas funcionalidades que tomamos como garantidas, como virtualização por hardware, poderão vir desactivadas e teremos que pagar se as quisermos activas. E se chegar ao ponto delas só poderem ser activadas em hardware acreditado pela empresa, não vou ficar surpreendido.

Não tarda nada, não pagamos pelos processadores e outro hardware que adquirimos. Pagamos, sim, pelo direito de usar o hardware, como acontece com muitos dos conteúdos que vêm infectados com DRM. A noção de propriedade vai assim, como se diz por aqui, às couves... Deixamos de comprar coisas e começamos a adquirir direitos de utilização.

O que acontece com muito dos conteúdos multimédia com DRM é isto: compramos direito de utilização e não o conteúdo em si. Compramos o direito de ver o filme na sala, mas para o ver no quarto temos que comprar mais uma licença. É ridículo!

Isto é, sem dúvida, a pior coisa que pode acontecer ao consumidor. Não só deixamos de poder dizer «comprei isto, é meu», como é bem provável que os produtos acabem por ficar mais caros. Se pagamos um determinado preço pelo produto "base", que com certeza virá com o mínimo de funcionalidades possível, e temos que pagar um valor extra por cada uma que pretendemos alterar, não se admirem que o valor final do produto - base + funcionalidades que activaram - fique pelo menos no mesmo valor que o produto teria se fosse vendido com todas as funcionalidades disponíveis (como acontece agora).

Depois de tanta abertura para com o software livre, eis que a Intel dá um passo atrás...

via Boing Boing


4 Responses to “Último modelo de negócio da Intel: processadores com DRM”


  1. A Intel já tem historial como empresa favorável ao DRM: ver, por exemplo, o facto de pertencer ao consórcio que fez o AACS...


  2. Não fazia ideia.


  3. Pronto, parece que a Intel quer abrir portas a concorrencia para sair com processadores que nao tem estas limitacoes :o))


  4. E eu vou ser cliente da concorrência, se chegar a isso ;)

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